terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Conjugalidade e Parentalidade: Somos pais sempre e para sempre.

Começamos a nossa vida em casal a dois. Somos um mais um, que se unem nas suas individualidades, particularidades, preferências... Nem sempre é fácil, mas o amor ajuda a que tenhamos espaço e vontade de alojar o outro na nossa vida. Lentamente ou rapidamente (dependendo da circunstâncias e das escolhas), permitimos que nesta relação conjugal se encontrem as necessidades e caminhem lado a lado, rumo aos objetivos e aos sonhos.
Num dado momento do caminho achamos a vontade de sermos mais, de crescermos de darmos a mão e acolhermos na nossa existência a dois uma nova vida. Acho que muito poucos saberão do que realmente se trata (isto de sermos pais), até que nos acontece. Num momento incerto descobrimos que a matemática já não é feita de números certos, tudo se multiplica e sentimos necessidade de nos dividirmos em vários papéis. Somos Eu, Nós e para Ele(s)...

Por vezes, nesta nova arrumação da nossa vida fica difícil de encontrar um lugar para tudo o que queremos ser e fazer. Sermos pais muda a forma como nos vemos, como encaramos o trabalho, a profissão, o futuro... A parentalidade no casal é um desafio, como o terá sido a convivência na mesma casa, a conciliação das famílias, o planeamo do futuro, a gestão das tarefas... Por vezes, a conjugalidade não sobrevive ao teste do tempo e das dificuldades, mas a parentalidade permanece. Não deixamos de ser pais daquela(s) pequenas (ou grandes) pessoas, mesmo quando deixamos de ser casal. É por isso que considero que, mais do que procurarem formas de apoiar a criança/jovem no ajuste à separação ou divórcio dos pais, podem eles mesmos encontrar no aconselhamento parental, um suporte para que esta fase seja uma reorganização dos papéis e lugares, sem que se retire espaço a cada um.

O Aconselhamento Parental pode ter um papel fundamental em momentos em que os pais estão a ter dificuldade em comunicar ou focar-se na relação parental, nomeadamente quando estão a considerar ou a passar por uma separação ou divórcio. Centrados no bem-estar e educação da criança, procuramos auxiliar na resolução de divergências, encorajando uma abordagem cooperante e colaborativa na qual os pais são os principais protagonistas nas decisões familiares, e participam activamente no estabelecimento de acordos.

Consideramos que é possível fazer perdurar o sentido de família para além da separação do casal, e de que a ruptura conjugal não encerra a responsabilidade comum sobre os filhos, nem deverá trazer dificuldades ao relacionamento com ambos os progenitores. 

Não fique preso às dificuldades, procure ajuda.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tesourinhos do Lourenço

Trago a mana Clara para a sala depois da sesta, ainda meia a dormir...
- Acho que a mana não dormiu tudo, Lourenço... Ainda está cheia de sono!
- E porque é que ela não dormiu mais, se tem sono?
- Não sei... Acordou a chorar e já não quis dormir mais...
- Se calhar assustou-se. Eu às vezes de noite também me assusto porque vejo as coisas do meu quarto a mexerem-se...
- Mas as coisas não se mexem, meu amor...
- Eu sei que é só a minha imaginação, mas é porque eu tenho a imaginação ao contrário...

(Terça feira com sabor a sábado com eles por inteiro = dia cheiinho de tesourinhos)

sábado, 8 de agosto de 2015

2 meses

Não sei se é porque ela sabe que é uma menina (porque dizem que as meninas são mais calmas)...
Não sei se é porque ela sabe que tem um irmão (porque dizem que os segundos são mais fáceis)...
Não sei se é porque o parto correu melhor (porque estive feliz contigo desde o teu primeiro minuto de vida )...
Não sei se é  porque eu já estou mais experiente (porque já entendes melhor o que querem dizer com o choro )...
Não sei se é por ser um bebé de verão (porque de inverno não se passeia todos os dias )...

Não sei porque é... Só sei que têm sido dois meses maravilhosos, em que cada dia me maravilho com a serenidade e paz do teu temperamento, a simplicidade que é compreender-te, a cumplicidade e o sorriso com quem já conheces, o teu imenso crescimento que nos faz espantar a todos, a tua beleza única que vamos descobrindo a cada novo traço teu.
Minha filha, Clara. Da mãe, Inês.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Aprende, mãe psicóloga...

Tentativa 1 (apelo ao realismo) :
- Lourenço, não dês tantos beijinhos à mana, que ela acorda... 
- Não acorda não, ela gosta... 
Tentativa 2 (apelo ao imaginário) :
- Não dês tantos beijinhos, que se acabam e depois já não tens mais... 
- Não se acabam, mãe, tenho um caixote cheio...

I rest my case.

Conquistas

Lourenço, hoje de manhã no Centro de Saúde, enquanto o médico testa o reflexo da marcha automática da mana:
- Olha, mamã! A mana já sabe andar, deu um passo...! O senhor doutor ensinou-a...

quarta-feira, 1 de julho de 2015